No Limite do Desistir, Floresci.
- Filipa Morais
- 18 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 1 de jan.

Vejo a normalização da insensatez de viver uma vida sem significado, leviana por não se querer ter trabalho a cuidar daquilo que é o seu significado no tom mais profundo, que todos veem ou não querem ver: o amor.
O amor profundo mas leve que traz a sensação de abrigo, da paz de um pôr do sol de verão, ou do quente de uma lareira num dia de inverno em que a neve cai lá fora.
Nada se passa entre quatro paredes que não sirva para nos ensinar a amar ou a ser amados, a nós ou aos outros.
Já mergulhados nessa camada profunda do que é servir o outro ou a nós próprios, sem obrigação mas com intenção, renasce uma parte de ti que dá valor ao que és pelo que és e pelo que fazes que, em última instância, te vai responsabilizar pelos teus atos.
Na complexidade que é reconhecer a responsabilidade que tens sob a forma como pensas, ages e fazes acontecer, escondes-te das decisões mais difíceis que tens que tomar, não por preguiça mas sim porque confrontar a realidade é mais difícil que fugir para procurar abrigo e não sentir dor.
E aí crias um vínculo de dependência em que a tua felicidade depende mais dos outros do que de ti e anulas-te para caber num espaço que talvez nem seja tão teu assim.
Não são esses os projetos que o universo tem para ti.
A expansão e realização do teu eu interior são uma responsabilidade tua que não podes deixar de assumir se quiseres viver uma vida completa, em todos os seus sentidos.
De ti para ti, escreve e reflete sob a frase mais completa do Mundo:
Se no verbo existir, existisses tu, o meu eu estava completo só por existir.
Expandir foi uma realidade para mim mas sim, isso traz frustração, medos e inseguranças com as quais terás que saber lidar e por mais que a tentação de te voltares a refugiar grite tão alto que ecoe entre montanhas, sabe que podes estar mais perto do que imaginas de receber o que te estava destinado.
Eu estive nessa situação, há poucas semanas atrás. Presa a indecisões que mudariam a minha vida por completo mas decidi, depois de muito pensar, enfrentar um padrão que existia em mim e que me fazia desistir, criando espaço para assumir que, apesar de tudo, o que me puxa para trás, só eu posso dominar então vou tentar, só mais uma vez.
O alinhamento vem a seguir. Os resultados vêm como consequência e o propósito ganha vida, significado e sentido porque quando olhares para trás vais perceber que no momento em que quiseste desistir, foi também o momento em que te estavas pronta para florir.


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